A PERDA DA AUTONOMIA DA ÉTICA: DA ARQUITETURA GREGA À
NORMATIVIDADE MODERNA

maio/2026



Sinopse


A Perda da Autonomia da Ética investiga uma transformação conceitual que atravessa mais de dois mil anos de história do pensamento ocidental. Partindo da distinção estrutural presente na tradição grega entre ética, moral e lei, o artigo demonstra que a ética nasceu como investigação racional do bem comum, mantendo autonomia diante dos costumes sociais e das normas jurídicas.

Ao reconstruir o percurso que passa pela filosofia romana, pela síntese medieval e pela modernidade, a pesquisa mostra como essa autonomia foi progressivamente reduzida. O que originalmente era um campo de reflexão crítica sobre o bem humano passou a ser identificado com sistemas normativos, deveres e mecanismos de conformidade.

A tese central sustenta que a equivalência contemporânea entre ética e normatividade não é uma necessidade conceitual, mas o resultado de um processo histórico específico. Como consequência, perdeu-se a instância capaz de julgar criticamente as próprias normas.

O estudo propõe a restauração da distinção entre ética, moral e lei, recolocando a ética como juízo racional universal orientado ao bem comum, a moral como sistema histórico de normas e costumes e a lei como sua formalização institucional. Ao fazê-lo, oferece uma nova perspectiva para o debate filosófico contemporâneo, bem como para os campos da governança, compliance e tomada de decisão institucional.


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